segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Psicoterapia funciona?

"Qual a finalidade da terapia?"
"Ela funciona?"
"Em quanto tempo eu vou melhorar?"
"Qual a linha de terapia mais indicada no meu caso?"
Essas são perguntas freqüentes que ouço tanto na prática clínica como no dia-a-dia. A escolha da abordagem teórica é um processo pessoal e deve ser tomado juntamente com a escolha do psicólogo. Na minha opinião, não há "a melhor abordagem" e sim existem casos e situações em que algumas linhas teóricas são mais indicadas que outras.
O objetivo da terapia é auxiliar o ser humano na busca pela compreensão de seus sofrimentos em qualquer que seja sua natureza (psicopatólogica, crises pessoais, problemas conjugais e/ou familiares, dificuldades de relacionamento, dificuldades no trabalho, doenças, dentre outras). O momento mais indicado para procurar um terapeuta é exatamente quando você não consegue mais dar conta das questões que o afligem. A freqüencia e duração do tratamento estão relacionadas aos objetivos almejados na terapia e variam de acordo com a abordagem seguida.
Mas a terapia realmente funciona?
A eficácia da "cura pela fala" sempre foi muito questionada. Se você perguntar minha opinião não vou levantar a bandeira a favor da terapia 100% para 100% das pessoas. Acredito que a terapia antes de tudo é um processo que envolve compromentimento, crença e envolvimento do paciente e terapeuta. Fazer terapia por fazer, ou porque alguém "mandou" ou "obrigou" não será eficiente e pode até mesmo confirmar a crença negativa frente ao tratamento.
A terapia deve antes de tudo fazer sentido para o paciente.
Para quem gosta de comprovações científicas para crer na benefício de um tratamento, recomendo as reportagens publicadas no jornal Folha de São Paulo do dia 5/10/08 Caderno A23 e a revista Super Interessante do mês de Julho nº254. Ambas apontam estudos científicos que estão buscando comprovar a eficiência do tratamento psicoterápico em casos como de Transtorno de Estress Pós-Traumático, Transtorno Afetivo Bipolar, Transtornos de Déficit de atenção e Hiperatividade, Ansiedade, Depressão...
Por fim, gostaria de ressaltar a importância do tratamento farmacológico quando indicado pelo médico. Por vezes, a terapia tem que estar aliada a um tratamento controlado e quimicamente eficiente, para auxiliar o paciente.

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