sábado, 16 de maio de 2009

Psicologia Jurídica, o que é? Onde atua?

A Psicologia Jurídica ou Forense constitui-se pela interface entre a Psicologia e o Direito.
Alguns autores definem diferentes significados aos termos Psicologia Jurídica e Psicologia Forense. Para esses a primeira refere-se a Psicologia Criminal de deliqüentes juvenis ou adultos e psicopatologias. Por outro lado a Jurídica abrange as questões de família e infância.
Contudo, deixada as específicas definições de lado o que mais desperta interesse e curiosidade são as possibilidades de os campos de atuação e trabalho deste profissional.
Ao ingressar nessa área há a possibilidade de atuar como perito, assistente técnico ou pesquisador.
O objeto de estudo da Psicologia Jurídica é o comportamento humano dentro do contexto jurídico.
No Núcleo de estudos forenses (NUFOR) do Hospital das Clínicas de São Paulo, realizamos avaliações em vítimas de abuso sexual, casos de separação e guarda, com agressores ou ainda em casos de perícia trabalhista.
O Psicólogo Jurídico pode trabalhar no Judiciário estadual (concursado) ou como autônomo quando contratado por uma das partes do processo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Internet melhora desempenho do cérebro, diz estudo

Um estudo americano sugere que a internet pode ser a mais nova aliada no combate ao envelhecimento cerebral.
De acordo com a pesquisa realizada na Universidade da Califórnia o uso da internet auxilia no exercício cerebral e consequentemente na melhora das funções cognitivas.
O estudo foi realizado com voluntários com idades entre 55 e 76 anos o que permitiu compreender como o cérebro de pessoas desta idade reage a estimulação através de atividades cotidianos.
Os resultados são positivos e aliam-se a outras dicas já antes propagadas no desempenho cerebral, como palavras cruzadas, leitura, aprender outra língua, exercício físico, dieta balanceada. No entanto, os autores afirmam que ainda não podemos concluir que tais atividades por si só reduzem o risco de demências.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Psicoterapia funciona?

"Qual a finalidade da terapia?"
"Ela funciona?"
"Em quanto tempo eu vou melhorar?"
"Qual a linha de terapia mais indicada no meu caso?"
Essas são perguntas freqüentes que ouço tanto na prática clínica como no dia-a-dia. A escolha da abordagem teórica é um processo pessoal e deve ser tomado juntamente com a escolha do psicólogo. Na minha opinião, não há "a melhor abordagem" e sim existem casos e situações em que algumas linhas teóricas são mais indicadas que outras.
O objetivo da terapia é auxiliar o ser humano na busca pela compreensão de seus sofrimentos em qualquer que seja sua natureza (psicopatólogica, crises pessoais, problemas conjugais e/ou familiares, dificuldades de relacionamento, dificuldades no trabalho, doenças, dentre outras). O momento mais indicado para procurar um terapeuta é exatamente quando você não consegue mais dar conta das questões que o afligem. A freqüencia e duração do tratamento estão relacionadas aos objetivos almejados na terapia e variam de acordo com a abordagem seguida.
Mas a terapia realmente funciona?
A eficácia da "cura pela fala" sempre foi muito questionada. Se você perguntar minha opinião não vou levantar a bandeira a favor da terapia 100% para 100% das pessoas. Acredito que a terapia antes de tudo é um processo que envolve compromentimento, crença e envolvimento do paciente e terapeuta. Fazer terapia por fazer, ou porque alguém "mandou" ou "obrigou" não será eficiente e pode até mesmo confirmar a crença negativa frente ao tratamento.
A terapia deve antes de tudo fazer sentido para o paciente.
Para quem gosta de comprovações científicas para crer na benefício de um tratamento, recomendo as reportagens publicadas no jornal Folha de São Paulo do dia 5/10/08 Caderno A23 e a revista Super Interessante do mês de Julho nº254. Ambas apontam estudos científicos que estão buscando comprovar a eficiência do tratamento psicoterápico em casos como de Transtorno de Estress Pós-Traumático, Transtorno Afetivo Bipolar, Transtornos de Déficit de atenção e Hiperatividade, Ansiedade, Depressão...
Por fim, gostaria de ressaltar a importância do tratamento farmacológico quando indicado pelo médico. Por vezes, a terapia tem que estar aliada a um tratamento controlado e quimicamente eficiente, para auxiliar o paciente.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Neuropsicologia

O QUE É NEUROPSICOLOGIA?

A Neuropsicologia é um campo de atuação da Psicologia responsável pelo estudo das relações entre o cérebro e o comportamento.
Sua natureza é multidisciplinar, ou seja, busca fundamentos em ciências como a fisiologia, neurologia, anatomia, psiquiatria, psicologia dentre outras. A neuropsicologia trabalha no diagnóstico, acompanhamento e tratamento dos distúrbios da cognição e do comportamento secundários ao comprometimento do sistema nervoso.
A avaliação neuropsicológica é um exame minucioso que auxilia no diagnóstico, identificação e localização das lesões ou disfunções cerebrais.

QUANDO PRECISAMOS CONSULTAR UM NEUROPSICOLÓGO?

São diversos os casos de indicação para avaliação neuropsicológica, dentre os mais comuns encontramos:

  • Lesão cerebral (Acidente Vascular cerebral, Traumatismos Crânio-encefálico, Hidrocefalia, Anóxia, Epilepsia);

  • Demências (Alzheimer, Parkinson, Doença de Pick, Corpos de Lewy, Demência Vascular, Coréia de Huntington);

  • Esclerose Múltipla;

  • Alterações metabólicas;

  • Doenças renais;

  • Meningo-Encefalites;

  • Intoxicação por metais pesados;

  • Alterações cognitivas associadas ao alcoolismo (demência de Wernicke, Korsakoff);

  • Transtornos Psiquiátricos com implicações neurológicas,

  • Déficit cognitivo associado ao uso de drogas;

  • Avaliação do déficit intelectual;

  • Avaliação do comprometimento da atenção em Transtornos do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH);

  • Transtornos de Aprendizado

COMO É A AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA?

É uma bateria de testes padronizados que medem as funções cognitivas como, memória, linguagem, praxia, habilidades visuo-construtiva, atenção, percepção, raciocínio, abstração, habilidades acadêmicas, funções motoras e executivas.
A avaliação neuropsicológica integra a entrevista diagnóstica, informações escolares e laborais, relatórios médicos, resultados de exame e dados da testagem neuropsicológica.
Em média a avaliação compreende de 4 a 5 sessões com duração aproximada de 01h30minh.
Na etapa da entrevista é de suma importância que um familiar acompanhe o paciente para auxiliar na coleta de informações sobre dados de história pessoal e clinica.